
Os cartórios de todo o país superaram os bancos no número de operações suspeitas repassadas à Unidade de Inteligência Financeira (UIF), transferida para o Banco Central no final do ano passado , após a conversão em lei da MP 893/2019.
De acordo com a Associação dos Notários e Registradores do Brasil (Anoreg/BR), nos três primeiros meses deste ano, os cartórios remeteram 132 mil atividades suspeitas à UIF. Durante todo o ano passado, os bancos enviaram ao órgão 118 mil comunicações.
Após receber as informações, a UIF elabora relatórios que são enviados ao Ministério Público caso seja confirmado que uma transferência de propriedade, por exemplo, não tem fundamento econômico, auxiliando a investigação de casos de corrupção, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e movimentações de organizações criminosas.
Em fevereiro, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), através do Provimento nº 88, incluiu os cartórios no sistema de combate à corrupção e definiu que os tabeliães são obrigados a informar todas as movimentações suspeitas de pessoas que comparecerem às serventias.
Fonte: André Richter – Repórter da Agência Brasil – Brasília

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